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Coordenadores não explicam morte de Gabriel nem irregularidades no CCZ

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Ter, 03 de Abril de 2012 13:09 Por  Adriana Silva

  • Se depender dos coordenadores ligados direta ou indiretamente ao funcionamento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ninguém será responsabilizado pela morte de Gabriel e de tantos outros animais que também podem ter sido vítimas de eutanásias ilegais dentro da unidade. Os depoimentos prestados à Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal nesta segunda-feira, 2, trataram a eutanásia de Gabriel como um caso isolado e de responsabilidade única da veterinária Anabel Jaqueline Martins da Silva.

O próprio coordenador de Saúde em Vigilância, Feiz Mattar, não demonstrou a mesma convicção das primeiras entrevistas, quando declarava que a veterinária errou porque não sacrificou Gabriel assim que ele chegou ao CCZ. Nesta segunda-feira, ele preferiu afirmar que não é técnico e sim administrador de cinco gerências da Vigilância. “No CCZ quem responde é o médico veterinário junto com o Tony (Tony Emerson Alves de Souza, gestor do CCZ)”. Tony, que também participou da reunião, revelou na primeira entrevista sobre o caso Gabriel que todo cachorro com sarna é eutanasiado no Centro de Zoonoses.

 

O gerente da Vigilância Sanitária, veterinário Raphael Dosualdo, fez uma ampla exposição sobre todos os debates realizados ao longo do ano de 2007 a respeito da situação do CCZ que culminaram na elaboração e aprovação da lei que criou em Araraquara a posse responsável de animais. Falou também sobre a lei estadual que definiu, por exemplo, em quais situações os animais podem ser recolhidos pelo CCZ, ou seja, a mesma lei que regulamentou a eutanásia. Não explicou, no entanto, por que após quatro anos nenhuma das duas leis está sendo cumprida pelo Poder Público local.  Também não explicou por que o CCZ ainda pratica a eutanásia em cães portadores de doenças curáveis, assim como não esclareceu por que em quatro anos o poder público não construiu o canil municipal.

 

Da mesma, o coordenador Feiz Mattar não esclareceu por que os cães adoecem dentro de um órgão público que tem por objetivo principal o controle de zoonoses. Disse somente que muitos cães ficam vários meses no canil do CCZ, mas acabam adoecendo e, por isso, são sacrificados. Nem Feiz Mattar nem Raphael Dosualdo explicaram por que, depois de quatro anos, os animais saudáveis ainda continuam dividindo o mesmo espaço que os animais doentes.

 

Segundo os dados apresentados durante a reunião pelos coordenadores, 434 animais foram sacrificados em 2011. Se considerado o período de 2001 a 2010, o número chega a 8.755.  Enquanto aguarda posicionamento do Ministério Público, o presidente da Comissão de Meio Ambiente, vereador Carlos Nascimento, disse que irá solicitar em caráter de urgência a separação dos animais doentes e apresentará um projeto de lei determinando o envio à Câmara Municipal de relatórios mensais sobre os procedimentos realizados no CCZ.

 

Participaram da reunião, o vereador Tenente Santana, a coordenadora de Vigilância Ambiental, Célia Regina Gonçalves de Souza, e o novo veterinário do CCZ, Gustavo Alexandre Cavalhieria,além de Nascimento, Feiz Mattar e Raphael Dosualdo. A veterinária Anabel não compareceu.

 

 

“No CCZ quem responde é o médico veterinário junto com o Tony"

(Feiz Mattar)

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